Ela, Ele e o Felipe

11 06 2012

– Quem é Felipe?
– Que Felipe?
– Foi o que eu perguntei.
– Não entendi sua pergunta.
– Citei o nome de uma pessoa e perguntei a procedência dela.
– Por que isso agora?
– Curiosidade.
– De novo: que Felipe?
– Eu conheço todos os seus amigos.
– Sim.
– Você me apresentou pra todos eles.
– Sim.
– E esse Felipe?
– Que Felipe, homem de Deus?
– Esse que curtiu sua foto no facebook.
– Ah, o Felipe.
– É. Esse Felipe.
– Por que esse tom de voz?
– Porque eu não sei quem ele é.
– E daí?
– Por que tem homem curtindo foto sua no facebook que eu não conheço?
– Por que esse ciúme? Você nunca foi assim.
– Nunca fui assim porque sempre conheci todo mundo.
– Que bonitinho.
– O que?
– Você com ciúme.
– Que bom que meus acessos de insegurança emocional servem de entretenimento.
– Amor, tem biscate curtindo foto sua e eu nunca reclamei.
– É diferente, você também conhece todas as biscates. Se fosse alguma biscate nova, você não ia gostar.
– Então você admite que tem amiga biscate.
– …
– Pois é.
– Você ainda não respondeu a pergunta.
– Você tá ficando chato.
– Responde a pergunta que eu volto a ser lindo e espirituoso. Senão, vai se preparando. Vou beirar o insuportável. Vou reclamar no facebook. Vou dar dislike na foto.
– Não tem botão de dislike.
– Eu tenho. É um aplicativo.
– Me passa depois?
– Passo. Agora responde. Vai.
– Vai aonde?
– NÃO DÁ RISADA.
– E se for um ex namorado?
– Não é, você só tem três, e eu sei quem são.
– Você sabe tudo de todos os meus relacionamentos.
– Sei. Você me contou.
– E dos meus casos?
– Oi?
– Das minhas fodas de um dia só.
– AHN?
– Você ouviu.
– Você disse fodas.
– Disse.
– No plural.
– Sim.
– Mais de uma.
– Sim.
– Oh, God.
– Parabéns pela descoberta de que a futura mãe dos seus filhos ou filhas já fez sexo casual mais de uma vez.
– OH. GOD.
– Se acalma.
-…
– Respira.
-…
– Pronto?
-… não.
– É tão absurdo assim?
– Não…
– Então por que o choque?
-…
-…
– Porque… eu sou… um idiota?
– Bem por aí.
– Dá pra gente esquecer que isso aconteceu?
– Dá, mas primeiro eu quero saber se você entende que não tem necessidade de fazer esse tipo de cena porque você não é meu dono, não manda em mim, e que precisa confiar em mim como eu confio em você.
– Eu confio em você.
– Qual o problema então?
– Eusoubabacaetenhomedodeperderovocêpraalguémmelhorqueeu.
– Oi? Não ouvi, fala mais alto.
– OUVIU SIM, EU NÃO VOU REPETIR.
– Não precisa ter medo, tá?
– Tá.
– Tá tudo bem então?
– Tá.
-…
-… agora me diz quem é o Felipe.





Ela & Ele e a pergunta

2 05 2012

– Esse vestido me deixou gorda?

– …

– Amor?

– Oi.

– Esse vestido me deixou gorda?

– …

– Amor…

– Oi.

– Tá bem?

– Ahan.

– Então responde a pergunta.

– … isso é uma pegadinha? Eu vou ficar sem sexo?

– Não, só responde.

– Lógico que não, amor. Qualquer coisa que você vista fica tão linda e te deixa tão radiante, que inclusive eu acho que você devia tirar esse vestido e experimentar mais, até, de tão linda e de tão maravilhado que eu fico de ter ver desfilar.

– Então fiquei gorda.

– Parece um lego.

– Espera, fiquei gorda, ou sem cintura?

– Ahn?

– Parecer gorda é diferente de parecer sem cintura.

– Lógico que não. Dá no mesmo.

– Lógico que não. Gorda é com barriga, sem cintura é… bom, peça de lego.

– Ahn… eu… não… me sinto… confortável comentando isso.

– Depois de tantos anos, acho que você já pode comentar esse tipo de coisa comigo sem medo, né.

– Nah… não… não posso, não. É.

– A gente não prometeu ser sempre sincero um com o outro?

– Ahan.

– E eu não sou sempre sincera com você?

– É… até que é.

– Então. Pode falar.

– Não vou MESMO ficar sem sexo?

– Não.

– Olha… leva em consideração que você tá grávida. Faz parte do processo um recheiozinho a mais.

– Então eu pareço gorda.

– Ahn… não… não é bem isso.

– Como não?

– Eu só atestei um fato.

– O fato de que eu estou gorda.

– Não, espera… não foi isso o que eu disse.

– Lógico que foi!

– Não… calma aí! Espera! Eu não te chamei de gorda!

– Você disse que eu pareço uma PEÇA DE LEGO.

– Não… espera! EU SABIA QUE ISSO ERA UMA PEGADINHA!

– Pode ficar calmo. Eu pedi sinceridade, não pedi? Então. É isso. Tô gorda.

– Você tá chateada?

– Não. TÔ GORDA.

– EU NÃO TE CHAMEI DE GORDA! EU SÓ DISSE QUE VOCÊ PARECE GORDA!

– POIS É!

– ESPERA! ME DEIXA RACIOCINAR!

– Tô esperando.

– …

– E aí?

– Calma. Loading.

– …

– Você perguntou se o vestido te deixava gorda.

– Ahan.

– FOI SÓ ISSO QUE EU RESPONDI! Que o vestido, ESSE VESTIDO ESPECÍFICO, salientou um pneuzinho. AÍ! TAÍ! FOI ISSO!

– Ahan. Então se eu botar outro vestido, não vou mais estar gorda?

– Ahan.

– Minha gordura vai magicamente desaparecer com a roupa certa.

– Ahan!

– Ou seja, eu tenho gordura que precisa desaparecer.

– Ahn… não, espera…

– Deixa quieto. Não quero mais comprar roupa.

– Amor…

– O que?

– Eu vou ficar sem sexo, não vou?

– Vai.

 





Coleções

14 09 2011

Eu coleciono pilhas-palito involuntariamente. Por causa do mp3 (no me gusta Ipod), tenho várias gastas na gaveta, já que não quero jogá-las no lixo e ainda não achei um lugar perto de casa que as aceite. Também ando colecionando livros, com preferência pra literatura fantasiosa, young adult, com capas e lombadas bonitas; se for hardcover, melhor ainda (meu salário tem sérias objeções a isso, mas eventualmente chegamos a um acordo). Coleciono links de albuns e fotos legais do Deviantart.com, que por sinal é uma ótima maneira de passar o tempo. Também coleciono coisas da ilustradora Rebecca Dautremer, e já difundi esse hábito lá na livraria.

Meu irmão coleciona mp3 de bandas indie, britânicas ou qualquer outra coisa que soe underground. Que eu sempre acabo mostrando pra mais alguém, que mostra pra mais alguém, fica mainstream, vai parar na Capricho e ele acha que vai morrer de ódio. Nós dois colecionamos insultos, de preferência os criativos que acabam em risadas e “de onde você tirou isso???”. Minha mãe sempre ganha quando entra na competição. Também colecionamos fofocas familiares, amplamente divulgadas aos domingos depois do almoço.

Tenho amigos que colecionam artigos de determinado assunto, histórias de bêbado, tombos, fotografias e reclamações. Aliás, colecionar reclamações é quase um hobbie.

Coleciono problemas antigos, remoídos, remastigados e reutilizados sempre que minha cabeça descansa por cinco minutos, o que não é nada saudável, mas são ítens colecionáveis cada vez mais populares. Coleciono mais decepções do que gostaria pros meus parcos vinte e cinco anos, mas acho que esses podem entrar na categoria das reclamações. Ou dos exageros. Coleciono cadernos, cadernetas e bloquinhos que me dão angústia quando penso que provavelmente nunca vão ser preenchidos por puro bloqueio emocional. Coleciono paixões instantâneas temporárias, que por sinal são uma delícia quando acontecem, de preferência quando são unilaterais e platônicas. Coleciono rostos de pessoas que passaram pela minha vida, mas não lembro os nomes nem porquê lembro delas, mas lembro, e é isso que importa.

Com esse texto, aumento minha coleção de coisas colocadas pra fora sem revisão, sem final, despretenciosas e difícil de colocar um ponto final. Gostaria de ter um rumo pra elas, mas isso fica pra outra coleção.





A machadinha

26 07 2011

Uma machadinha.
De verdade.
Cabo de madeira gasto, a cunha de ferro suja, meio enferrujada em alguns pedaços e com uma crosta de algo amarronzado que ele desejava ardentemente que fosse apenas terra ou barro.
Estava sentado na cama da namorada esperando que ela terminasse o banho. Havia feito algumas besteiras nos últimos meses, sabia que ela estava chateada, e pretendia levá-la para jantar em um restaurante badalado. Mas nada muito demorado. Disse a ela que passaria o resto da noite escrevendo o TCC, mas já havia combinado um chopp num bar em outra cidade com os amigos. Veja bem, ele tinha que mentir. Se contasse a verdade, ela não ia gostar. Mas não havia nada de mal naquilo. Era só uma noitada. E sem a aliança, mas só porque não queria perder.
Foi se esticar um pouco e quando deitou a cabeça no travesseiro, sentiu algo duro. Pensou por uns instantes se a namorada estaria nuuma fase mais dirty, mas quando levantou o travesseiro, lá estava.
A machadinha.
Não sabia o que fazer com aquilo. Não é todo dia que se encontra uma coisa como aquela na casa da namorada. No quarto da namorada. Aliás, não podia ser dela. Era tão meiga. Mas também não parecia ser coisa do pai, que era contador, muito menos da mãe, professora do fundamental de uma escola particular. E ela não tinha irmãos. Onde raios tinha arrumado aquilo, e por quê? E mesmo que pertencesse a outra pessoa, o que aquilo fazia nmo quarto dela?
Escutou o barulho do chuveiro sendo desligado e a voz da namoradas perguntando se estava tudo bem. Respondeu que sim, claro, e será que ela podia se apressar?, que ele queria… er… passar mais tempo com ela. É.
A namorada riu.
Ele não achou graça.
Continuou segurando a machadinha, suando frio e tentando entender. Pensando se deveria confrontar a namorada. Exigir uma explicação. Mas se ela tinha uma coisa daquelas embaixo do travesseio, o que mais poderia ter escondido naquele quarto? Uma escopeta?
Ouviu a pota do banheiro se abrir e guardou a machadinha às pressas no lugar em que estava antes. A namorada saiu do banheiro de lingerie, procurando o vestido.
– Você precisa mesmo estudar hoje?
– Preciso… o… TCC…
– Você anda com tão pouco tempo pra mim. Chega a ser irritante.
Sentiu um choque de frio percorrer a espinha. Foi só um comentário, ou uma ameaça?
Quase entrou em pânico.
Achou melhor não ir com os amigos pro chopp, e passou aquela noite com a namorada. E todas as outras que se seguiram. Vivia pra ela e pro medo da machadinha. Ela, feliz, era só elogios pra mudança do namorado.
Um dia, não aguentou mais e terminou tudo, que acabou aceitando tudo, resignada. Agora estava livre. Não precisava mais ter medo de namorar uma psicopata, nem pensar mais na machadinha. Liberdade de pensamento, finalmente. E de sair. Marcou aquele chopp com os amigos às pressas. Jogou a aliança no mato. Livre.
Foi encontrado morto duas horas depois.
Tiro de escopeta.





Arruinando infâncias

24 07 2011

– Mas eu também gostava de cantar essas cantigas quando era criança.
– Tinha alguma favorita?
– A da batatinha. Sabe, “batatinha quando nasce esparrama pelo chão…”
– Espalha rama.
– Ahn?
– Batatinha quando nasce espalha rama pelo chão.
– Não, é esparrama.
– Espalha rama.
– Cara, é esparrama. Todo mundo canta assim.
– Canta errado. É espalha rama, em alusão às folhagens da batata.
– Não é possível.
– Pensa comigo. Por que raios a batata ia esparramar pelo chão? Por que você tá ficando pálido?
– Minha infância, cara. Minha infância.
– Que que tem?
– A vida inteira eu achei que era esparrama. Era uma dessas certezas universais. Em qualquer lugar do mundo, a batatinha, quando nascesse, esparramaria pelo chão.
– Você tá exagerando.
– Agora você me diz que é espalha rama. Acreditei na coisa errada a vida inteira!
– Precisa mesmo de tudo isso? Calma, respira.
– Eu ensinei pra minha filha! Ensinei errado! Não fui capaz de ensinar certo uma mísera cantiga de criança! ME ENSINARAM ERRADO!
– Garçom, traz a conta?
– A MINHA INFÂNCIA! ESPALHANDO RAMA PELO CHÃO!
Teve uma síncope quando descobriu que domingo pede cachimbo.





Entra Vivian

1 07 2011

Texto já velhinho, escrito aleatoriamente com duas personagens nada aleatórias. Né, Lê?

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Mais uma das invenções pedagógicas do Santa Dymphna: colocar as crianças para conversarem sobre seus pais. Separados em grupos de três ou quatro, todos deveriam contar para os colegas um pouco da rotina de casa. O objetivo teoricamente era que, através da troca de experiências, as crianças pudessem entrar em contato com as diferentes dinâmicas familiares dos colegas.

Na prática, era uma aula para tapar um buraco de meia hora causado por uma tabela de aulas feita num Windows antigo demais que deu tela azul e veio a falecer.

Já era de se esperar que as crianças da quarta série não fariam realmente o trabalho proposto, mas a professora parecia mais interessada no livro aberto em sua mesa do que no que o resto da sala fazia ou deixava de fazer. Não se matando ou matando aos colegas, já era lucro. Mas algumas realmente conversavam sobre isso, ou por real curiosidade, ou por puro tédio.

Bibiana se encontrava num trio particularmente entediado. Ela, uma loira com cachinhos, de óculos, que olhava distraída para as próprias mãos na mesa, e um menino moreno que havia acabado de descrever sua família – pai, mãe e irmã mais velha, já casada, mais dois primos, avós… formação clássica. A loira não parecia muito inclinada a tomar a palavra (aliás, sequer parecia ter prestado atenção), então foi a vez de Bibiana explicar como as coisas funcionavam em sua casa.

O que foi particularmente problemático, sendo necessário um esquema desenhado num papel.

– Então… dois pais. -, comentou o menino, meio descrente.

– Ahan. -, retrucou Bibiana, já começando a ficar incomodada com o aparente autismo da outra menina.

– Mas qual deles é seu pai?

– Como assim? Os dois.

– Não dá, é um só. Pai é um só.

– Mas eu tenho dois.

– Não dá, Bibiana. Família tem que ter mãe, pai. Só um de cada.

– Mas eu tenho mãe, olha o nome dela aí no desenho. Ela só não mora com a gente. E tenho dois pais.

– Mas não tem como! Família é pai e mãe! Não mais de um. Um deles é seu pai, o outro… sei lá.

– Não, dois pais. – Bibiana começava a ficar irritada.

– Eu não sei como você consegue. Tipo… você é menina! Não tem que, sei lá, ter a mãe por perto? Pelo menos pra, não sei, dar um ambiente normal pra você, ou qualquer coisa assim? Já que seus pais são gays e tal.

Bibiana arregalou os olhos de leve, e logo franziu a sobrancelha, irritadíssima.

– Eu tenho um ambiente normal! Isso é preconceito seu!

– Não é não! Eu só acho que não dá pra… sei lá… é estranho. -, respondeu o garoto, brincando com um cubo mágico que estava na mesa.

– Na verdade, é preconceito sim. – se manifestou a loira, quase assustando os dois por desandar a falar de repente. – Quer dizer, se você parte do pressuposto de que um ambiente estável para uma criança só acontece com a presença de um pai e uma mãe heteros, então você obviamente acredita que um casal homossexual não tem aptidão moral ou ética para prover essa condição. -, e pegou o cubo mágico da mão do menino, resolvendo-o em menos de um minuto.

O garoto, parecendo assustado, murmurou um “tanto faz”, levantou-se e saiu de perto, enquanto Bibiana segurava um sorrisinho de triunfo. A loira colocou o cubo de volta na mesa e estendeu a mão. – Vivian. -, disse sorrindo.

– Bibiana. -, respondeu aceitando o cumprimento.





Mortinhas II – rasgando papel

15 06 2011

Começou rasgando as fotos quando o namoro acabou. Atitude relativamente comum, esperada até, junto com o novo corte de cabelo – porque toda mulher muda o cabelo nessas situações. Pra ela, foi uma evolução, mas não no sentido que os outros esperavam;  isso fica pra depois. Rasgar as fotos do namoro não foi o suficiente. Começou a rasgar outras, aleatórias. Aniversários, batizados, festas. Fazia tudo escondido, colocava num saco plástico e jogava no lixo reciclável. Estranharam o sumiço dos porta-retratos, mas atribuíram à decoração. Passou para as cartas e bilhetes que guardava com carinho em caixas desde os doze anos. Era quase um ritual, rasgar e deixar pra trás. O que, exatamente, ela não sabia, mas os dedos já trabalhavam sozinhos. Em um mês, deu cabo dos livros. Tirava os fins de semana pra isso, página por página, sem pressa. Cortou os cabelos de novo, bem curtinhos, com navalha, a coisa mais próxima de rasgar que ela conseguia com eles. Todo mundo adorou, acharam que mudar era sempre bom, e olha só, tinha a nuca tão bonita, e estava calor, mesmo.

Começaram a perceber que tinha alguma coisa errada quando ela não apareceu mais pra trabalhar, parou de atender os telefonemas, sair de casa e até mesmo abrir a porta. Na mesa do escritório, havia rasgado tudo que era possível, deixando só os pedacinhos e as perguntas dos agora ex-colegas. Mas acharam que podia ser só uma fase de reclusão, esse tipo de coisa acontecia. Modernidade trazia esse tipo de coisa, mesmo. Ela continuou rasgando as coisas que sobravam na casa. Livros, roupas, sofás, cortinas. O que a mão não dava cabo, conseguia com a tesoura. A sensação de alívio durante a destruição era reconfortante, até que acabava e sobrava a constatação de que, não importava o quanto ela tentasse, sempre havia algo, em algum lugar, que alguém poderia rasgar – seu coração, seus sentimentos, e então aparecia a sensação de vazio, que ela preenchia com a sensação de que era melhor que ela mesma rasgasse. E continuou dando cabo das coisas na casa. Voltou a visitar os amigos, mas parou quando eles começaram a notar as coisas rasgadas em suas casas. Perceberam que tinha algo errado, tentaram conversar, mas ela se isolou novamente. Nem o papel de parede e o carpete sobraram inteiros.

Terminou rasgando os pulsos, mas isso não foi surpresa pra ninguém.